A importância de estarmos junto com as pessoas é um exercício que nos proporciona um bem estar e desperta em nós a prática do cuidado e do amor ao próximo, em resumo, nos humaniza. O encontro só e possível se houver uma abertura da parte daquele que se lança e daquele que acolhe. O ser humano é, por excelência, o fruto de um encontro que não acontece sem uma acolhida e uma expectativa.

Duas etapas da nossa vida, acredito nos fornece alguns elementos para a reflexão. São elas: o alvorecer e o entardecer, a criança e o idoso.

A alegria de ver na criança, na aurora da vida, apesar da pouca idade ou experiência, e a sua energia nos contagiam. O seu sorriso e a sua espontaneidade fazem com que nos posicionemos diante de várias situações com esperança. No seu olhar, o novo é visto como uma grande possibilidade de aprendizado, mesmo não sabendo o que vai acontecer. Há uma alegre acolhida simples como deve ser e despreocupada de como agir.

Já no fim da vida, é o momento de aprendermos mais com aqueles que Deus brindou com alguns anos a mais que nós e que trazem envoltos e seus corações muita experiência de vida, de encontros e, muitas vezes, de desencontros. Como é bom sentar perto de um avô ou de uma avó, de uma pessoa de mais idade para escutar seus “causos”, dar boas risadas, lembrar as lágrimas e perceber a dinâmica do encontro que acontece no dia-a-dia.

Hoje com a filosofia do descarte, dos relacionamentos líquidos e do individualismo, onde o outro é deixado de lado corremos um grande risco de perdemos a nossa sensibilidade e a busca pelo outro, de promovermos um profundo e autêntico encontro.